eu escrevi naquele pedaço de papel que dobrei em dezesseis partes "que seja doce que seja doce que seja doce que seja doce que seja doce que seja doce que seja doce".
sete vezes, pra dar sorte. tal qual no conto do caio.
não que eu soubesse o que deveria ser doce. tal qual no conto do caio.
eu pensava no meu tio na cama do hospital e sua morte iminente. eu pensava na monografia que assombrava meus pensamentos mas não se desenrolava nas páginas. eu pensava nesse futuro aterrorizante que já chegou, o não saber o que fazer, sabe.
mas eu, lá naquela janela, tendo por companhia só a vela no pires, pedi, meu amor, pela sua companhia.
esperei que dentre todas aquelas janelas alguém me observasse, como você observou.
mas, te juro, meu amor, nem nos mais doces devaneios imaginei assim.
pra nós é tudo doce. é tudo rosas e morangos. é café com seis gotas de adoçante. são nossos beijos. e são nossos fluídos se misturando nos lençóis.
e agora, pela manhã, não repito mais esse mantra. só agradeço por acordar com o seu "bom dia".
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