quarta-feira, 20 de março de 2013
a grande (não) tragédia
do dia em que eu desaprendi a dormir sozinha.
eu nunca fui uma boa dormidora. sou muito boa dorminhoca, mas só depois que eu durmo. sabe quando é inverno e a última coisa que você quer fazer é tomar banho, mas depois que entra e nota os prazeres da água quente num dia frio a última coisa que quer fazer é sair do banho; então, eu sou mais ou menos assim com o sono.
isso me atormenta há tempos. já disse que é sempre a insônia que me convence.
mas eu descobri o segredo.
é só ter seus pés pra esquentar os meus, seu braço dormente pra descansar na minha cintura e sua respiração na minha nuca que eu durmo. durmo como um bebê. durmo sem nem pensar na vida e fazer uma lista mental das coisas a fazer. (talvez por isso que eu não tenha feito muitas coisas).
eu sou tão fácil que as vezes só de saber que você me observa, eu já cochilo.
mas, amor, é só a gente ficar longe que eu desando. já era difícil dormir sozinha quando eu tinha meu canto e você tinha seu canto. a gente podia estar cansado, doente, louco ou bêbado; mas a gente dava um jeito. tinha sempre você pra virar os lençóis no meio da noite. (um ano dormindo juntos e ainda não entendi como você consegue). mas agora que a gente tem o nosso canto eu fiquei permanentemente mal acostumada.
nunca mais vou conseguir dormir sem ouvir seu boa noite.
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